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VGV: o que é, como calcular e como usar para avaliar a viabilidade de um empreendimento

O VGL do mercado imobiliário atingiu R$ 292,3 bilhões em 2025 (CBIC). Entenda como o VGV é calculado e como ele determina a viabilidade de um lançamento.

12 de abril de 2026
7 min de leitura

O que é VGV e por que ele importa

O VGV (Valor Geral de Vendas) é o indicador mais usado no mercado imobiliário para medir o potencial de receita de um empreendimento. Ele representa a soma do valor de venda de todas as unidades de um projeto, considerando o preço de tabela no lançamento.

A fórmula é direta: VGV = preço médio por unidade × número de unidades.

Para um empreendimento com 100 apartamentos de R$ 500.000 cada, o VGV é de R$ 50 milhões. Esse número é o ponto de partida para toda análise de viabilidade financeira de um lançamento.

Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro registrou um VGL (Valor Geral de Lançamentos) de R$ 292,3 bilhões, alta de 10,6% em relação a 2024, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Foram 453 mil unidades lançadas em 2025.

VGV vs. VGL: qual a diferença

Os dois termos são frequentemente confundidos:

IndicadorDefiniçãoQuando usar
**VGV** (Valor Geral de Vendas)Receita potencial total de um empreendimento específicoAnálise de viabilidade de um projeto
**VGL** (Valor Geral de Lançamentos)Soma dos VGVs de todos os empreendimentos lançados em um períodoAnálise de mercado e tendências do setor

O VGL é o indicador macroeconômico do setor — é o que a CBIC, SECOVI e ABECIP publicam mensalmente. O VGV é o indicador microeconômico — é o que a incorporadora calcula para cada projeto.

Como calcular o VGV de um empreendimento

O cálculo do VGV exige três informações básicas:

1. Número de unidades por tipologia: Quantos apartamentos de 1, 2, 3 e 4 dormitórios o projeto terá. Cada tipologia tem um preço diferente.

2. Área privativa por tipologia: A área privativa (em m²) de cada unidade, que determina o preço com base no valor do metro quadrado da região.

3. Preço por metro quadrado: Obtido por meio de pesquisa de mercado — análise dos preços praticados por empreendimentos similares na mesma região.

Exemplo prático:

TipologiaQtdÁrea (m²)Preço/m²Preço unitárioVGV parcial
Studio (1 dorm)4032 m²R$ 12.000R$ 384.000R$ 15.360.000
2 dormitórios6058 m²R$ 11.000R$ 638.000R$ 38.280.000
3 dormitórios2085 m²R$ 10.500R$ 892.500R$ 17.850.000
**Total****120****R$ 71.490.000**

O VGV desse empreendimento hipotético é de R$ 71,49 milhões.

VGV e análise de viabilidade

O VGV sozinho não determina a viabilidade do empreendimento — é necessário compará-lo com os custos do projeto. Os principais indicadores derivados do VGV são:

Margem bruta: (VGV - Custo de construção - Custo do terreno - Impostos) / VGV. Margens acima de 25% são consideradas saudáveis para o segmento médio padrão; acima de 35% para alto padrão.

VGV/m² de terreno: Indica o aproveitamento do terreno. Quanto maior, melhor o aproveitamento do potencial construtivo.

Velocidade de vendas (VSO): Percentual do VGV vendido em relação ao VGV lançado. Uma VSO acima de 70% no primeiro mês indica lançamento bem-sucedido.

Benchmarks de VGV por segmento em 2025

Com base nos dados da CBIC e ABECIP para 2025:

SegmentoVGV médio por empreendimentoMargem bruta típicaVSO médio (1º mês)
MCMV Faixa 1-2R$ 15M a R$ 40M18% a 22%85% a 95%
Médio padrãoR$ 40M a R$ 120M22% a 28%60% a 75%
Alto padrãoR$ 80M a R$ 300M28% a 38%40% a 65%
UltraluxoR$ 150M a R$ 800M35% a 50%25% a 50%

O segmento MCMV tem a maior VSO (velocidade de vendas) mas a menor margem. O ultraluxo tem a maior margem mas a menor velocidade de vendas — o que exige maior capital de giro da incorporadora.

Como a IA melhora a análise de VGV

A análise de VGV tradicional é feita em planilhas Excel, o que torna o processo lento e propenso a erros. Plataformas com IA automatizam a coleta de dados de mercado (preço do m² por região, concorrência, histórico de vendas) e calculam o VGV em tempo real, permitindo que a incorporadora teste múltiplos cenários de produto antes de definir o projeto.

Para incorporadoras que usam a Credituz, o agente Carlos também calcula automaticamente o impacto do VGV na capacidade de financiamento dos compradores — identificando, por exemplo, se o preço planejado está dentro da faixa de aprovação de crédito do público-alvo do empreendimento.

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Pedro Braz
Pedro Braz

CEO & Founder da Credituz

MIT Innovators Under 35Harvard Business School — Private Equity & Venture CapitalEngenheiro Civil

Pedro Braz é o fundador e CEO da Credituz, fintech que usa inteligência artificial para democratizar o acesso ao crédito imobiliário no Brasil. Engenheiro Civil com formação em Private Equity & Venture Capital pelo Harvard Business School e reconhecido pelo MIT Technology Review como Innovators Under 35 na categoria Inteligência Artificial. Antes da Credituz, atuou como Senior Strategy Analyst na Didi. É referência em crédito imobiliário, automação com IA e inovação no mercado imobiliário brasileiro.

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